SOLOMON KANE
Muito bom. Essa é a única palavra que me vem a mente em relação a SOLOMON KANE, filme baseado nos contos de Robert E.Howard (Conan). Obviamente é muita pretensão dizer que está num nível próximo ao clássico filme do cimério, interpretado com maestria por Arnold Schwarzenegger e dirigido por John Millus de 1982 (na minha opinião um dos 10 melhores filmes épicos já feitos, e quiçá a melhor adaptação de quadrinhos de todos os tempos), mas também não é (graças a Deus) um desastre como a adaptação de outro personagem de Robert E. Howard: Kull, O Conquistador do final da década de 90 (Com Kevin Sorbo). O personagem Solomon Kane é um puritano que combate o mal como uma forma de redenção por seus erros do passado.
O destaque vai sem dúvida para a fotografia e direção de arte, sempre com tempo chuvoso e denso, e por bons personagens e roteiro (com toques religiosos e shakesperianos em algumas situações).
PIRANHA 3D
Confesso que fui meio desconfiado assisitir a essa refilmagem 3D do clássico setentista de Joe Dante. Refilmagens normalmente são decepcionantes, e as considero um filão explorado pela indústria que deveria ser esquecido (invistam em idéias e histórias novas, não é possível que tudo de bom que poderia ser criado já tenha se esgotado na virada do milênio). Porém qual não foi minha surpresa ao assistir um divertidíssimo filme que homenageia os filmes exploitation e trash com muita categoria? O filme é cheio de referências a outros filmes de "peixes assassinos" que já foram feitos, incluindo aí a presença de Richard Dreyfuss no começo reprisando uma célebre frase de Tubarão, e o barco em que o suposto herói da história se encontra, chamado Barracuda (outro filme de peixe assassino, inclusive usando a mesma fonte e estilo no nome do poster original). Para a alegria da platéia masculina e honrando o estilo "exploitation" da década de 70 tem bastante cenas com mulheres nuas ou seminuas (incluindo uma equipe de filme pornô que vai até a cidadezinha vítima do ataque das piranhas rodar um filme, com a presença da pornstar na vida real Riley Steele) e sangue, muito sangue (preparem-se, o final é de uma carnificina e gore violentíssimo, mesmo para filmes desse estilo). Isso sem dizer a "ponta" para a sequência, que também lembra imediatamente o conceito dos peixes da continuação original, dirigido em 1981 por James Cameron. Graças ao monte de referências, brincadeiras e homenagens aos exploitations, Piranha 3D deixa de ser apenas "mais uma refilmagem" e se torna um divertido exercício de cinema B. Altamente recomendado para os fãs do estilo.





